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Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

O sol se põe a oeste por trás do oceano
O manto espelhado de águas calmas que banha os montes
Terra mãe sofredora neste fim de tarde
Que armazena o calor do dia a sol ardente...
O tom avermelhado precede a chegada da noite
Tingindo o céu com seu rubor suave
Mais claro que o espelho que reflete a imagem
Do céu da tarde que se despede tristemente...
Com ar desolado duas palmeiras se erguem em terra
Mirando o ir e vir das ondas do mar
A molhar a areia fina que guarda a praia
Que um dia outrora também fora oculta por elas...
Ao longe reúnem-se nuvens pequeninas
Como a contar acontecimentos de suas viagens pelo mundo
Em discussão calorosa aproximando-se umas das outras
Tão calorosa a discussão que ouve-se à distância suas vozes...
Na vermelhidão do fim do dia, tarde finda
Dois barcos se encontram sobre o manto estendido
Dois barcos, velas recolhidas
Como as mentes cansadas, e turvas, e opacas...
Dois barcos e suas imagens trêmulas
Trêmulas no espelho inquieto, e móvel, e incerto
Refletidas as almas, confusas suas imagens
Retratos fiéis da desarmonia presente...
O mar, os montes, o céu, as palmeiras
E entre elas uma rede se estende, é fria
Se estende e observa os barcos, refletidos
Num olhar profundo, e calmo, e contemplativo...
É findo o dia, a noite é vinda, e paz ainda
Vai a tarde, a noite é vinda, e linda
Ilumina, raios da lua, é luz e vida
Refletida nas águas do espelho vivo do mar...
E lá fora a chuva cai
Em seu cair incessante...
E choro...
Lágrimas que vêm mostradas no espelho das águas
Águas mortas no retrato da parede...