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Sereias

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

O céu toca o mar no horizonte com seus fios de cabelo azuis...
De quem são os olhos onde vejo o brilho de um sol,
Um Rei alaranjado de douradas vestes incandescentes ?
Um sonho...
Adormecido na espuma branca das ondas
Encontro a calma e a paz que mereço...
Gotas prateadas que cintilam tocam meu rosto,
Despertando o corpo...
Quem és ?
Passa ao longe a gaivota acinzentada
De encontro à chuva que armazena a nuvem...
As águas levemente se agitam...
Quem és ?
Um peixe colorido salta à minha frente
Pairando no ar por um instante apenas,
Dissolvendo-se no espaço...
" Louco ! ", penso...
Mas se é loucura vagar em pensamentos
Ao ontem de minha existência,
É certo que já não sou são !
Olhos pesam e se fecham para o dia...
Corre adiante a luz esverdeada da esmeralda
Que emite o poder de sua alma...
Esperança...
Os longos cabelos sobre os ombros
E as mãos a cobrirem o peito nu...
O colar parece ter a vida do reino em que vive...
Estou só...
" A insanidade da solidão...", divago...
De que vale o homem se seus dias futuros estão mortos ?
Nem o amor ao Criador pode aplacar a dor
De ter a vida vazia...
Sopra um vento frio em meu deserto interior...
Houve um sentido, um dia...
A forma nas sombras de uma noite passada
Encantou meus sentidos adormecidos...
Era veloz e ia e vinha agilmente sob o fio negro do oceano noturno...
De um impulso, vi sua cauda balouçar no ar
E desfalecer ao leve contato com seu lar...
Sonhador...
Sozinho é o homem que crê em seu coração...
Triste da alma que se faz fraca diante dos sentimentos...
Apaixonei-me...
Do momento que se fez fugaz,
Somente guardo a tela dos segundos em que vi seu rosto...
Desperto com o som do bater da brisa
Nas asas do pássaro perdido...
" Seria um canto ? ", me volta breve a esperança...
Mas meu olhar se perde na amplidão da tarde...
O barco, à deriva, mergulha em espera...
" Não... Estarei sempre sozinho com meus sonhos... "
O sol, ao longe, cumprimenta com uma mesura delicada
A irmã noite que se aproxima...
O homem se recolhe e se larga frouxamente sobre a madeira,
E dorme o sono do envelhecimento de seu ser...
Eternamente...