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Quando eu me for

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

Quando eu partir
Não verta lágrimas de tristeza, mas
Ria, sorria, e,
Se não for ferir a tão sublime voz,
Gargalhe em alto e bom som!
Poupe as flores da morte breve,
Preserve-as em um sereno jardim,
Pois uma ausência eterna já será mais que suficiente.
Esqueça meu conselho último,
Afago no ego extinto e egoísta,
E viva o desconhecido,
Avançando nos próprios passos.
Não olhe para trás!
À frente estará insondável
Abraço pronto,
Qual enamorado aos primeiros encontros,
O doce destino.
Os beijos, carinhos, sorrisos,
Trocados dantes ou planejados
Relegue a uma área esquecida,
Mas não escura,
Em seu imenso coração.
Torne possível apagar,
Sem pena, pois esta humilha e apequena,
Momentos passados,
Sonhos a dois,
Desejos e esperanças compartilhados.
Quando eu me for
Seja você no início de tudo,
No antes deste,
E apraza-se da liberdade inconsistente
De saber-se solteira novamente,
De saber-se só, mas desperta às mensagens oportunas da vida.
Procure imediatamente um novo amor,
Teste, pegue, amasse, use e abuse
Dos que se mostrarem disponíveis,
Sem medo, sem tabus, sem preconceitos.
Aos pequeninos,
Então somente seus,
Forneça palavras meigas, mas positivamente enérgicas,
Mostrando que o fim para uns se transforma no começo para muitos.
Não lhes diga o que fui,
Nem o que me tornarei,
Mas afirme que os amei acima de tudo.
Aos que sobrarem amigos,
Provavelmente muito poucos,
Pareça firme e segura,
Como nunca,
E lhes estenda a mão em cumprimento.
Afinal, serão partes de uma lista querida, muito restrita.
Às crias irracionais,
Se ainda presentes,
Deixe um carinho sincero,
Igual para todos, para evitar ciúmes.
E enfim,
Para que eu parta sem amarras,
Sem persistências,
Reaprenda a ser feliz de forma intensa,
Tornando plácido o que irá comigo,
Abnegado, puro, veraz e eterno,
Meu amor,
Por você!