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Poema das ondas

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

Poetas cantaram o mar...
O mar calmo e tranqüilo, passivo,
Que se deixa navegar em suas águas de cristal,
Cristal endurecido em pontos negros, pequenos por pouco, muito pouco tempo...
Que diria o poeta em sua vida simples, poesia,
Ao ver seu mar que se faz vigoroso
A gritar no agitar das ondas, clamando paz,
Pedindo ajuda, querendo somente continuar existindo ?
Poetas cantariam o mar ainda ?
Ao vê-lo triste, sombrio, melancólico,
Lembro-me de quando em seus caminhos passeava
Imaginando estórias de sereias e tritões,
Cidades submersas por cataclismas fantásticos...
Eu mesmo cantei o mar com palavras já citadas,
O mar de outrora, belo e claro,
O mar alegre em sua existência pura...
Hoje o céu chora ao ver o que resta de tão bela obra,
Suas nuvens derramam lágrimas,
Lágrimas inúteis que renovam as forças que se esvaem de seu amigo...
Agonizante é o estado certo...
Antes um lar seguro, um muro protetor...
Agora desaba na agonia última de um suspiro fraco...
Uma onda bate em meus pés e traz consigo uma pedrinha
Que firmemente se prende entre meus dedos,
E reflete em sua superfície polida pelo tempo
Os raios primeiros do sol da manhã,
E me ofusca a vista por instantes...
Em um ato solitário a arremesso de volta a seu berço...
Um sorriso se faz presença em minha face...
"A César o que é de César..."
Ao mar o que é do mar...