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O que será?

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

São as idas caminhando
Lado a lado mas distantes
As conversas intermináveis
Os suspiros incessantes
É um copo de laranjada
Um bolo se desmontando
Um carinho no sofá
E o amor vem despontando
Os olhares dizem tudo
Até mesmo o que não sabem
São sorrisos, abraços, beijos
Duas almas que se abrem
Os sonhos que compartilham
As ideias nem sempre opostas
Muitos sonhos, dois caminhos
O futuro sem respostas
E o mar é que desponta
A tempestade iminente
Ocaso no horizonte
O coração impaciente
Então resta apenas um
Desorientado e perdido
Temendo prosseguir
E perceber ser esquecido
Mas a cortina não se fecha
Indefinindo o porvir
Novos rumos, vivas cores
Outro mundo a descobrir
Mas falta algo, aquela parte
É vazio o caminhar
É mágoa, tristeza, angústia
É a ausência a perturbar.
Correm dias, meses, anos,
Esvanecendo a lembrança
Daquelas flores nada resta
Daquele amor nem a esperança
Prevalece o desencontro
Até a loucura aparecer
Mais palavras, toques, risos
Não deixam o fim transparecer
Mas é inevitável o terminar
Quando não há o certo a seguir
Pois não há paz na insegurança
Nem felicidade no mentir
E seguem o rumo em desvio
Cada um em sua história
Não contam tempo, não se falam
Até evitam a memória
São muitas voltas desse astro
Um quadro branco pela frente
Talvez um dia, um sim, talvez
Será o amor, que de repente
Converta o caos em solidez
Abrindo a porta bem à frente
Eliminando a insensatez
Tornando os dois, um novamente.
Quando o sentimento impera, a única certeza é que nada é absolutamente certo...