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Iguais

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

O vento me traz canções de outras terras
Melodias que exalam o perfume da cultura de outros povos,
Outras mentes, outras raças, outros irmãos,
Outras línguas ensinadas por diversas vozes...
Todos querem a liberdade em seu real sentido
Todos sentem a necessidade vital de serem livres
Todos precisam voar pelos céus do mundo
Como pássaros, nômades sem o ninho fixo...
A sede de aventuras é presente em suas almas
Mergulhadas na vontade de adquirir o conhecimento
De que não estão sós em sua jornada,
De que existem outros seres com as mesmas idéias...
Visitar outros continentes então desconhecidos
Deixar-se levar pelas ondas do pensamento
Velozes em seu caminhar tranqüilo...
Todos somos filhos do vento...
O mar, este me leva em suas ondas
Com seu eterno ir e vir me deixando em novas praias
Embalando meu corpo neste movimento constante
Alimentando meus sonhos com sua magia...
A fantasia se faz presente em suas águas
Sereias, tritões, serpentes marinhas
Se misturam à realidade tão bela, pura
No suave vagar de meu ser entre seus segredos...
Descubro a vida em seus corais
Misturo-me a seus peixes deixando que estes me guiem
Às inenarráveis belezas ocultas sob a proteção
Do manto cristalino suavemente exposto sobre sua essência...
Deixo minha alma flutuar nesta intensa calma
Que me invade o íntimo com sua serenidade
Reanimando meu desejo de viver solto pelo mundo...
Todos somos filhos do mar...
A terra me conta histórias de seus protegidos
Me ninando em seu seio materno
Em suas riquezas expostas em sua pele macia
Como a seda tão doce em seu deslizar...
O contato com seus braços me transmite o frescor
De suas límpidas fontes, espelhos de minhas idéias
Que se espalham levadas pelas aves
Amigas que se mostram fiéis a um irmão...
Sinto a saudade crescer em meu peito
Saudade de terras que não conheci
Saudade de estradas que não trilhei
Caminhos estranhos os quais não segui...
Meus pés absorvem os grãos de areia
Que penetram em meu corpo tomando todos os pontos
Que um dia pensei serem vazios...
Todos somos filhos da terra...
O vento, o mar, a terra...
A natureza nos diz com sua simples linguagem
O quanto somos importantes em nossa insignificância
Diante de elementos tão poderosos...
O vento, o mar, a terra...
Belos, magníficos criadores
Elementos vivos, irmãos entre si
Criados pelas mãos do que tudo cria...
Eu, o vento, o mar, a terra...
Percebo minha existência tomar frente a meus olhos
Percebo o porquê das coisas que nos rodeiam
Percebo a verdade de meus sentimentos mais livres...
Eu, o vento, o mar, a terra...
Todos somos frutos de uma mesma essência
Todos somos parte de um mesmo existir
Todos somos peças de um mesmo ciclo...
Todos somos filhos do mesmo Universo...