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Despedida

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

Poucas horas para o anoitecer...
Um raio corta o céu anunciando o temporal tão próximo no tempo,
Marcação de homens para algo tão maior, Universalmente Divino...
A Divindade olha a superfície,
Vendo muito além dos olhares que sustentam máscaras
De alegria cobertas, como a ocultar a obra, matéria-prima real...
Imensidão, assim devia ser...
Apenas a reclusão entre muros e grades existe
Para imagens dolorosas dos anos há muito idos...
Dir-se-ia recomeço se não estivesse assim o céu
A negar qualquer menção de cor,
Em luto,
Suspenso sobre os falsos Deuses...
Sois fortes ! Reagi !
De nada servem os símbolos empregados
Se o coração não pulsa com seus sons...
Crer que houve o ontem e que brilhará o amanhã
Não, não mais é tão palpável como a presença do agora...
Correi ! Atingi suas casas a tempo !
Para quê, pergunto, a dor do homem
Se seus filhos morrem com as idéias erradas
Prevalecendo falsas verdades ?
Não quero mais as lágrimas, nada mais do pranto,
Vertidas através dos anos sobre o sangue de meus descendentes...
Pregava-se a imortalidade da alma para os cultos,
Todos fantoches nas mãos do gigante da ignorância absoluta...
Deixai de lado a eternidade pois não é mais certo o sofrer !
O que é o sempre senão a ilusão de prolongar o hoje ?
Ouço a chuva cair...
Só mais alguns instantes...
Quando tudo termina ?
É certo existir o fim,
Derradeiro cintilar da aura humana sobre o corpo sem vida
Tornada assim a Terra, Mãe, Amiga,
Por mãos trêmulas de um ódio incontrolável...
O Juízo é um gracejo temido por muitos
Na sapiência da simplicidade de seus dias...
De meu rosto escorre a paz em gotas da lividez de meus olhos,
Perdidos além do nevoeiro...
O que encontrarei adiante ?
Um último sorriso falso a mirar o corpo molhado,
Envolto na culpa que traz a vergonha de se descobrir...
Não há mais retorno...
Um filete rubro desce por minhas mãos
Marcadas pelo ferro em brasa da desilusão...
A noite veio e com ela seu torpor infalível...
Mas não haverá um outro amanhecer...
E assim se desfaz o mundo dos homens...