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Breve história de uma vida

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

Nasci...
E a cortina se abriu ao fundo
Revelando o próximo passo inseguro...
A luz brilhou fosca por entre as frestas da janela
E a claridade feriu meus olhos de menino
Cegando a ingenuidade sem antes deixá-la florescer...
E vivi no limite da insanidade humana,
As noites repletas de copos,
Corpos em movimento...
O sol queimando meu rosto,
A fogueira ardendo pelas horas
Me fazia ouvir o vir do vento...
O vidro reluzia o refletir dos raios fortes,
A vida me sorria ao longe...
Eu era como eu era e nada mais!
Nas sombras ocultavam-se minhas faces
E não me apareciam as imagens
Do que eu poderia vir a ser...
Era tarde e a tarde caía...
Desceu o cenário...
O espelho do passado remoto se abria em leque,
Lembranças do que não fui...
Homem, fera, racionalidade perdida,
Vaguei a esmo...
Senti as unhas rompendo a pele
Cravando-se na carne exposta...
Animal ferido, procurava abrigo
Por entre o tempo que perdia
Quando do bater de asas de aves assustadas
Me atingiu o som fortalecido pelo medo...
Fez-me o frio que o inverno traz...
Suspiros, lufadas de ar no vácuo,
Suportei a dor...
Carruagem se escondendo no horizonte,
Seus corcéis cansados se recolhendo,
Eu morri!
Na visão não um bosque ou estrada
Mas meus pensamentos...
Lutei os combates que havia enfrentado,
Revi meus planos para o futuro,
Me vi chorando sozinho no extremo do mundo...
Hoje sei quem fui no amanhecer...
As palavras permanecem,
A dor cessou...
E o tempo se foi...