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Beleza e dor

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

A luz que passa livre por tua janela,
Deslizante pelo quarto em meio ao som
Do sol que nasce e brilha baixo, irradia
E ilumina embriagante teu retrato frio
Tornando-o calor nesta manhã que teima em se surgir...
Sente o toque das mãos dos raios do amanhecer
E ergue teus olhos à imensidão do azul de anil...
Verte de teu corpo a alegria do sentir
Que a vida impõe severa a seus pupilos
Vários e muitos mas amados igualmente...
Os lençóis unem-se na cama em desordem
Enlaçam-se em tuas pernas soltas, pele lisa
E suave, e clara, é brisa o tocar de tuas mãos,
Pequeninas e fortes em sua maciez excessiva,
Que deságua em paz no vazio do ar que te envolve...
Sopra vento forte e se desfaz no quarto
E movimenta as sombras mortas para bem distante !
Não há lugar, espaço ínfimo que as recolha,
Negras, sujas, manchas,
Em tal breve instante que é feliz por existir...
E te levanta para o mundo que te espera
E aguarda teu socorro, teu abraço firme...
O bom combate te espreita neste dia
Lança-te a ele, vontade intensa
E vence cada batalha que se te apresentar !
Teu rosto é visto no antigo espelho
E é como se o tempo não mais existisse em tua imagem...
Vê como as linhas são as mesmas, perfeitas ?
Abre o sorriso que reflete a cor marcante
Que ama e insiste em seu fulgor
Dos olhos os quais transformam tua máscara
E te preparam para o dia tais amigos...
O sopro é música ao passar por teus cabelos
E esvoaçam livremente ao teu rosto...
Segura-os mas não os prenda atrás de grades
Que os torne frios e de viver percam o desejo...
Caminha com teus vestidos insegura...
Vislumbra-os um a um tão temerosa e
Deixa que o medo em má escolha te rodeie...
Vermelho vivo é entardecer e negro é noite,
Ocre a terra e branco tua pele...
É um lindo dia claro e deste veste a cor !
Tuas curvas se adaptam justas ao tecido
Feito no tear de finos fios que a natureza
Tão amiga e tão cruel te presenteou...
Já vestida mira-te mais uma única vez,
Lentamente, ponto por ponto de tua imponente figura...
Linda flor que desabrocha e expõe as pétalas à vida
Mostra-te ao dia e transforma-te em presença às ruas,
Sobressai dentre as pessoas tão normais que por lá caminham !
Antes de sair, porém, olha para tuas coisas, percebe,
Vira-te para sentir a falta de um de teus pertences
E ao sentir a dor, ferida aberta em teu coração tão duro,
Esbarra no vazio da ausência de meu retrato na parede...
Não mais lá se encontra como eu em tua vida...
E derrama uma lágrima de saudade...