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Assassínio

Se for compartilhar, ressalte o nome do autor: Alexandre Tavares Sergio

E desperta uma flor...
Tímida emanação da pureza ainda sobrevivente
Em meio ao lixo célebre do concreto existente
De variados tamanhos comportando aqueles
Que se julgam senhores de suas vidas...
Suas pétalas, fechadas como um escudo da essência
Não têm o aveludado toque de uma criança,
Não têm o brilho cegante de um sorriso
Nem a clareza da ingenuidade de virtuosas idéias...
São pálidas, desbotadas as pétalas da flor...
Suas raízes se prendem firme à terra
Não rica como outrora fora a terra,
Não fortaleza como outrora a terra fora
Nem tão segura como mãe e protetora...
Suas raízes se agarram à sua esperança última...
Seu aroma se perde com o passar do tempo
Com o passar das mágoas por seu frágil corpo
Mágoas que absorve com a água da chuva
Com as palavras perdidas no ar dizendo respeito a seus iguais...
Seu aroma ao longe, dissolvido pelas mágoas constantes...
Seu caule se dobra com um leve soprar de brisa,
Com um leve passar desinteressado do vento
Se dobra seu caule reverenciando a fraqueza
De seu dobrar involuntário no breve momento...
Seu caule, fino e fraco em seu esforço de se fazer presença...
É uma flor apenas...
Pura, pétalas fechadas, pálida...
Suas raízes suportam este início de existência...
Perdeu seu aroma, suas esperanças se foram...
Reverenciando a triste inconseqüência do homem...