Após um longo tempo de inatividade criativa, principalmente no que se refere ao meu lado escritor, voltei a escrever meu romance, até então entitulado "O homem, a menina e a flor".
Não foram lá muitas linhas. Apenas finalizei um diálogo parado há tempos, importante para o entendimento da relação entre duas personagens. Fiquei satisfeito com o resultado.
Isto me fez lembrar algo que sempre esquecemos: o tempo é um remédio eficiente para solução de determinados problemas. Às vezes, basta que deixemos o instante para trás, esqueçamos momentaneamente do que está nos incomodando, que a solução poderá se apresentar límpida, como se esta sempre estivera ali, aguardando que a enxergássemos.
Lógico que nem tudo pode ser deixado para depois, nem é certo recomendar que não ataquemos todos os problemas assim que estes apareçam, mas é interessante utilizar este escape quando nos deparamos por tempo demais com situações sem solução aparente. Enquanto estamos afastados, acumulamos experiências que podem ser extremamente úteis ao nos auxiliar a superar determinados obstáculos.
Como tudo na vida, isto não é uma fórmula definitiva. Mas comigo tem funcionado bem.
Paciência é uma virtude e seu exercício, se não nos trouxer as soluções que almejamos, pode, pelo menos, aliviar o peso que as responsabilidades que assumimos colocam sobre nossos ombros diariamente.