O inevitável chega derrubando castelos novamente. O corpo reclama, a mente perde o divagar e os caminhos voltam a trilhar as mesmas rotas de antes dos sonhos.
É o retorno da mesmice, do cotidiano cruel, cansativo, das máscaras cínicas dos falsos sorrisos. É a festa dos bons dias vazios, significando menos que o olhar distante, sem foco, expelidos de forma autônoma. É a alegria que cessa, se esconde, retorna ao pó e vira cinza, desbotando o desenrolar das horas.
O paraíso dos nãos, onde negar é ceder ao fascínio do exercício dos pequenos poderes, desmontando esperanças, ganha força e sua presença impera outra vez acima de qualquer desejo dos mais humildes.
É a vida voltando a ser como antes.
Ransosa, pachorrenta, morfética, absolutamente, pelo menos por mais alguns meses, sem carnaval.